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Para mim, transmitir a mensagem não é o único objetivo da comunicação.
Assim, apresentar ao usuário/cliente uma peça esteticamente elegante e atrativa sempre foi uma paixão e uma meta em meus projetos. Afinal, os meios sim justificam o fim.
Criando um Portfolio Online
Para mim, transmitir a mensagem não é o único objetivo da comunicação.
Assim, apresentar ao usuário/cliente uma peça esteticamente elegante e atrativa sempre foi uma paixão e uma meta em meus projetos. Afinal, os meios sim justificam o fim.
Para inaugurar a seção de cases deste portfolio decidi escrever um primeiro artigo de uma forma metalinguística, isto é, falando sobre a construção do próprio site/portfólio. Com isso, meu objetivo é justamente expor os caminhos por onde meu trabalho vai passando até chegar ao produto final, visando esclarecer o processo a meus clientes, parceiros e demais interessados.

Para que serve um Portfolio Online?
Na verdade, essa é uma questão muito simples para qualquer um da área que já bateu na porta de uma agência/escritório procurando emprego. Desde meados da década 2000-2010, aquelas grandes e bonitas pastas de couro com os trabalhos ajeitados e contendo Memoriais Descritivos passou a ficar apenas embaixo do braço de nós designers em reuniões e entrevistas. Cada vez mais os trabalhos precisavam ser visualizados em computadores e com isso uma nova forma de organizá-los terminou por ser criada. Desde 2006 percebi que precisava expor meus trabalhos na internet e assim criei meu primeiro site, com o mesmo nome e endereço do atual, o qual tenho modificado bienalmente.
Planejamento
Sempre que inicio um projeto, minha principal preocupação é com o público-alvo. É muito comum em todas as áreas de trabalho vermos ótimas idéias e criações serem subaproveitadas por que sua aplicação e utilização não foi planejada corretamente. Por isso é importante saber com quem seu trabalho deverá dialogar e auxiliar e através de uma rede de relacionamento com o universo desse usuário definir uma estratégia de criação. No presente caso, meu público-alvo compreende designers, estudantes, diretores de arte e integrantes de departamentos de marketing que chegam até meu site por via das mais variadas formas de comunicação - sendo as principais os mecanismos de busca e as mídias sociais.
Esse importante modelo de ‘descritivo’ da audiência me permitiu, por exemplo, abusar de cores fortes, uma resolução maior e, em alguns momentos, áreas de pouco contraste de cor e fontes por saber que meus usuários são dotados de uma acuidade visual e um background de conhecimento artístico bem mais elevados do que o público médio.

A partir daí, o objetivo principal do projeto deve ser traçado. No caso de um site-portfólio, o objetivo principal é de ser uma espécie de galeria, expor trabalhos e apresentar as capacidades e conhecimentos técnicos e específicos de seu autor. Depois disso, tem como objetivo secundário chamar a atenção através do seu próprio layout trazendo assim novos acessos de usuários que não tinham ainda contato com o trabalho do autor.
Com esses objetivos traçados, defini que as páginas que compreenderiam o projeto seriam uma Home (Página Inicial com uma apresentação de Destaques simples e rápida), uma página de Jobs (Galeria), uma página de Cases (visando justamente criar um diferencial e apresentar o caráter mais descritivo do trabalho) e as tradicionais páginas e Contato e Perfil do autor. É nessa fase que entram os rascunhos de wireframes e esqueletos esboçando um princípio de molde da forma + conteúdo do projeto no futuro.
O layout
É bem comum nesta área encontrar imagens trabalhos impressos com o corpo de seu autor ao fundo, sustentando a peça. Aproveitando essa prática, usei nesse layout base essa mesma idéia, transportada é claro, para um ambiente online com todas suas possibilidades e limitações. A partir de uma sessão de fotos no lago do Pq. do Ibirapuera em São Paulo passei a tratar imagens e integrar ilustrações para formar a imagem de fundo e o envólucro (simulando a folha de papel) que conteria todas as páginas e informações que já tinha definido na fase anterior do projeto.
Após todo o processo criativo e produtivo dos layouts pude tirar importantes conclusões a respeito do projeto. A principal delas é a necessidade de um prazo final
Em um projeto sem um cliente ou sem uma data limite definida é muito comum grandes atrasos, perda de foco, refações e constantes mudanças de gosto simplesmente. E aconteceu de tudo nesse projeto.
Por isso aprendi que faz-se realmente importante uma definição de prazo limite sempre, ainda que para um job de si mesmo para que as coisas caminhem melhor e que a criatividade se fortaleça sob a pressão de um deadline.
Programando: chegou a hora da verdade...
Eis que chegamos em uma questão muito discutida de 9 entre 10 designers. É preciso ou não saber programar para se considerar um designer pleno, completo, eficiente? A questão é simples mas as respostas são sempre muito variadas. Nesse case, apenas apresento minha opinião. Acredito que não existe uma resposta correta, assim como não existem grandes certezas no Design em geral. Tudo é uma questão de experimento, de prática, de necessidade e de competência.
No meu caso particular simplesmente não programo. Gosto de conhecer novas técnicas, saber o que cada tipo de tecnologia permite fazer e ter uma idéia de como cada coisa é feita nos códigos mas não me meto realmente a programar a página.
Em todos meus jobs estabeleci essa prática. Com o tempo fui trabalhando com bastante gente diferente e fui estabelecendo um time que me apóia sempre que preciso.
Até poderia apredenr a programar hoje mas acredito sempre que uma pessoa que se dedicou muitos anos a uma prática pode trabalhar muito melhor que alguém que começaria agora a se dedicar. E exatamente como prezo pelo meu trabalho respeito demais o trabalho dos programadores. Dessa maneira estabeleço meu preço, agrego o valor da programação e apresento sempre uma opção com garantias de um projeto profissional de qualidade.
Mas a pergunta e as respostas continuam no ar. Conheço ótimos designers que programam e ótimos que não se aproximam nadinha dos códigos. E são ambos ótimos. Cabe a você definir sua tática para "construir seu castelo".
E mãos a obra!

